Os animais eu adoro muito,eu tanho bastante animais sabe quantos 13 de tanto que eu gosto.
Tartarugas-curiosidades:
No meu quintal tenho algumas tartarugas.Elas vivem em um repucho.
A tartaruga maior chamada Judite,saiu desse repucho e foi até o fundo do quintal.Ela fez um buraco na terra e colocou 5 ovos; isso é, tudo sem eu vêr.
Dias depois durante uma chuva nasceram as 5 tartarugas.
Isso foi bom,porque amoleceu a terra.
Com isso tudo eu quero dizer o quanto é bela a natureza.
Com condições anormais,o milagre do nascimento ocorreu.
Se vc tem alguma curiosidade sobre animais favor enviar.
VIVA A NATUREZA.
Frases
A compaixão pelos animais está intimamente ligada a bondade de caráter, e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem." (Arthur Schopenhauer)
"Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor." (Pitágoras)
"Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação a natureza e aos animais."
(Victor Hugo)
"A compaixão para com os animais é das mais nobres virtudes da natureza humana." (Charles Darwin)
CAIRN TERRIER
Parece indiscutível que o cairn é a raça escocesa mais antiga, talvez a progenitora de todas as demais, embora somente em 1909 entrasse a formar parte da cinofilia oficial. Mas também é certo que já existia no tempo de Maria Stuart da Escócia e de seu filho James VI.
Os cairn de então não tinham mais de 25 cm de altura: pretos ou cor de areia; bastava somente uma mancha branca - sinal seguro de cruzamento - para descartar a um exemplar.
A missão do cairn era a de matar, na toca, após as e outros animais nocivos que achavam refúgio nas fendas rochosas da região, chamadas em língua celta "cairn".
Algumas modificações foram aportadas logo ao tipo original do cairn terrier, coma intenção de melhorá-lo esteticamente e torná-lo mais aceitável para o grande público. Esta raça gozou, e goza ainda, de grande popularidade, tanto que entre as terrier é a mais numerosa no que diz respeito à inscrição no Livro das Origens inglês. Esta muito difundida, também nos Estados Unidos e no Canadá.
Cão de caráter alegre, tranqüilo, que realiza maravilhosamente bem as tarefas de companhia, segue sendo por excelência caçador na toca, graças aos seus permanentes dotes naturais.
PADRÃO DA RAÇA - Bruno Tausz
ASPECTO GERAL: ágil, alerta, habilidoso, apresentado ao natural. Firme nas patas dianteiras. Posteriores poderosos. Peito profundo, bem fluente na movimentação. Pelagem resistente às intempéries.
CARACTERÍSTICAS: deve impressionar por sua atividade, habilidade na caça e audácia.
TEMPERAMENTO: coragem e alegria e disposição; impetuoso, porém não agressivo.
CABEÇA: bem provida de pêlos, pequena, mas proporcional ao corpo.
Crânio: largo; uma evidente interrupção entre os olhos.
Stop: definido.
Focinho: poderoso, mandíbula forte, sem ser longa ou pesada.
Trufa: preta.
Olhos: bem separados, de tamanho médio, avelã escuros. Inserção moderadamente profunda, com sobrancelhas cerradas.
Orelhas: pequenas, pontudas, bem portadas e eretas, inseridas não muito juntas, de pelagem leve.
Maxilares: fortes, dentes grandes. com uma mordedura em tesoura perfeita, regular e completa, isto é, os dentes superiores ultrapassando e tocando levemente os inferiores e inseridos perpendicularmente aos maxilares.
PESCOÇO: bem inserido, não sendo curto.
TRONCO:
Dorso: de nível, tamanho médio.
Costelas: bem arqueadas;
Lombo: forte e flexível.
MEMBROS
ANTERIORES: espáduas oblíquas, pernas de comprimento médio, ossatura bem desenvolvida sem ser muito pesada. Anteriores nunca devem expulsar os cotovelos. Pernas revestidas de pêlos ásperos.
POSTERIORES: coxas muito fortes e musculadas. Boa angulação de joelhos, sem ser excessiva. Jarretes curtos e, vistos por trás, aprumados e corretamente direcionados para a frente.
PATAS: anteriores maiores que as posteriores, podem ser, ligeiramente, voltadas para fora. Almofadas plantares grossas, dotada de sola bem resistente. Patas finas, estreitas ou abertas e unhas longas, são indesejáveis.
CAUDA: curta, proporcional, bem revestida de pêlos, sem ser franjada. De inserção média, portada acima da horizontal mas, sem curvar-se sobre o dorso.
MOVIMENTAÇÃO: passadas bem livres e fluentes; os anteriores com bom alcance de passadas. Os posteriores fornecendo forte propulsão. Jarretes trabalhando com afastamento moderado.
PELAGEM: muito importante. Resistente a intempéries. Dupla, com a pelagem externa profusa, áspera, sem ser rústica; o subpêlo é curto, macio e cerrado. A pelagem aberta é indesejável. Permitidas suaves ondas.
CORES: creme, trigo, vermelho, cinza ou quase preto, podendo ser rajadas. Áreas pretas, nas orelhas e focinho, fazem parte da tipicidade da raça. Inaceitáveis as cores preto, branco sólido, ou preto e canela.
TALHE: aproximadamente, 28 - 31 cm de altura, na cernelha mas, sempre em proporção ao peso ideal de 6 - 7,5 quilos.
FALTAS: qualquer desvio, dos termos deste padrão, deverá ser considerado como falta, e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
NOTA: os machos deverão ter dois testículos, de aparência normal completamente descidos na bolsa escrotal.
Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Editora Chefe e Diretora de Conteúdo
O Camundongo
O camundongo, Mus musculus, é um roedor da família Muridae. Atualmente estão disseminados por todo o mundo, a partir de um presumível foco de origem na Ásia temperada, para regiões atualmente correspondentes à Turquia e China.
Os camundongos são geralmente brancos, mas existem outras variações de cores os quais são utilizados como pet. Um camundongo adulto pesa aproximadamente 30 g. São boas companhias para crianças acima de 10 anos de idade. Raramente mordem, mas podem escalar rapidamente, e por isso crianças muito pequenas não são capazes de manuseá-los. São tímidos, embora de comportamento social e territorial. O hábito alimentar caracteriza o camundongo como um animal onívoro. Apresentam tendência à fuga e necessitam apenas de uma caixa com pequeno espaço e poucas quantidades de alimento e água (por favor, não confundam isso com privação de água e alimento!). Enquanto o camundongo silvestre tem hábitos distintamente noturnos, os de laboratório e de estimação apresentam períodos de atividade e repouso tanto durante o dia quanto à noite. As fêmeas são mais indicadas do que os machos, porque possuem um odor mais suave.
Os camundongos são animais resistentes e raramente sofrem de doenças infecciosas; contudo infestações são comuns e muito difíceis de serem tratadas. As brigas ocorrem quando são alojados machos adultos estranhos na mesma caixa. Da mesma forma, quando se desestabiliza a hierarquia social em caixa com vários machos alojados. O relativo estado hierárquico dos machos em uma caixa pode, amiúde, ser determinado pelo número e gravidade das feridas causadas por mordeduras na cauda e região lombar. Portanto os machos devem ser alojados separadamente para evitar brigas. De um modo geral os camundongos mordem ou tentam morder quando grosseiramente manipulados ou assustados.
As variações normais dos valores fisiológicos em um camundongo (Mus musculus) saudável estão relacionados na tabela abaixo:
LONGEVIDADE 12-36 MESES
LONGEVIDADE MÁXIMA DESCRITA 48 MESES
FREQUÊNCIA CARDÍACA 427-697 BAT./MINUTO
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA 91-216 MOV./MINUTO
TEMPERATURA RETAL 37.1 CELSIUS
CONSUMO APROXIMADO DE ÁGUA 5-8 ml/DIA
CONSUMO APROXIMADO DE COMIDA 3-5 gr/DIA
PRODUÇÃO DE URINA 1-2 ml/DIA
PRODUÇÃO DE FEZES 1-1.5 gr/DIA
TEMPERATURA AMBIENTE RECOMENDADA 24-25 CELSIUS
HUMIDADE RELATIVA RECOMENDADA 45-55 %
Carlos Alexandre Pessoa
Médico Veterinário - CRMV/SP: 8621


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Capivara
Hydrochoerus hydrochoeris
CapivaraORDEM: Rodentia
FAMÍLIA: Hydrochaeridae
NOME CIENTÍFICO: Hydrochoerus hydrochoeris
NOME COMUM: Capivara (Brasil e Paraguai)
OUTROS NOMES: Carpincho (Argentina); chiguiro (Colômbia); chiguire (Venezuela).
NOME EM INGLÊS: Capybara
TEMPO DE VIDA: 10 a 12 anos
HABITAT: florestas úmidas e secas, pastagens próximas à água (região dos Lhanos e pantanal)
DISTRIBUIÇÃO: Norte da Argentina ao Panamá
ORIGEM: Mamífero, roedor, típico da América do Sul. Animal silvestre, de caça. Mas sabe-se que foi criado desde tempos imemoriais como bicho de estimação por antigas tribos indígenas. Seu nome em tupi-guarani, significa "comedor de capim".
PREDADOR NATURAL: Onças, jacarés e piranhas.
DENTIÇÃO: Seus incisivos são gigantescos e medem, cada um, mais de 1 cm de largura, na superfície cortante. Os incisivos crescem sem parar e podem medir até 7 cm se não forem desgastados, coisa que a capivara consegue mordiscando pedras e troncos de árvore.capivara bebendo água
PELAGEM E APARÊNCIA: escassa e grosseira, e acastanhada, com reflexos escuros e avermelhados. Tem quatro dedos nas patas dianteiras e três nas traseiras, dedos unidos por uma membrana, o que faz dela uma ótima nadadora. Olhos, orelhas e narinas em linha: quando nada, a capivara mantém apenas essa parte da cabeça acima da flor d'água. Possui muito fôlego e é capaz de ficar sem respirar por 5 minutos ou mais.
PESO AO NASCER: cerca de 2kg
PESO DE ADULTO: 60 kg, em cativeiro, este peso pode ser bem maior
TAMANHO ADULTO: 1 a 1,30 m de comprimento e 0,50m de altura
HABITOS: vive em manadas e tem hábitos noturnos. De manhã descansa na sombra, à tarde gosta de nadar e à noite sai para alimentar-se. O grupo anda sempre em trilhas fixas, caminhando em fila, um com a cabeça sobre a anca do outro. Parada, adota um postura incomum entre os mamíferos: fica sentada, como o cão. Em terra é lenta, por isso, nunca se afasta dos rios ou lagos, onde convive bem com bois, cavalos ou mesmo jacarés (perigosos para os filhotes)
ALIMENTAÇÃO EM LIBERDADEcapivara nadando com pássaro nas costas: A capivara se alimenta quase exclusivamente de capinas e prefere grama curta, porque seus dentes permitem cortar folhas e talos bem rentes ao solo. Na água, gosta de mergulhar e comer algas que crescem nas pedras. Sempre que seu habitat natural sofre alguma alteração, costuma também invadir plantações, principalmente milharais e canaviais. Não se aventura, porém, a afastar-se por mais de 3 km do habitat.
ALIMENTAÇÃO EM CATIVEIRO: Em catcapivara sentadaiveiro, pode ser alimentada só de capim (especialmente o camerum). O importante é complementar com outros alimentos. Rações balanceadas podem fazer a capivara ganhar até 150g de peso ao dia, enquanto na natureza ganha apenas 50g. Mas ela também aceita raízes, frutas, milho, cana-de-açúcar, talo de bananeira, coquinhos, aguapés e resíduos de peixe. A ração deve contar, entre outras, substâncias ou alimentos tais como proteínas, hidratos de carbono, vitaminas e sais minerais, de modo a favorecer-lhe o crescimento.
ALIMENTAÇÃO DOS FILHOTES: Os filhotes podem ser criados com a mesma alimentação dos adultos, mas a ração pode ser enriquecida com leite de vaca, pão e raízes.
UTILIDADE: Em seu habitat natural, a capivara sempre foi muito procurada como animal de caça, por causa da carne, do couro e do óleo. Com o início de sua criação em cativeiro, oferece essas e outras utilidades:
CARNE - tem 24% de proteína bruta, mais que a do porco ou do boi. É seca, parece lombo de porco, mas tem sabor bem característico, agradável. Pode ser consumida "verde" (cozida, assada ou frita), seca ao sol - charque -, em forma de embutidos (presunto, salsichas, por exemplo) ou ainda defumada (frios).
COURO - Estica num só sentido e dá ótimas luvas antitérmicas ou qualquer outro produto industrial.
GORDURAS - Apesar de magra, a capivara também forma toucinho. A gordura, no entanto, tem sido tradicionalmente usada para o preparo de óleo medicinal, usado para cicatrização e até contra reumatismo e bronquite (friccionando).
PÊLOS - São mais compridos e grossos que os de porco. Podem ser usados para a fabricação de pincéis.
ESTERCO - Serve para a preparação de adubo orgânico. A capivara elimina 20 gramas de excremento por dia para cada quilo de seu próprio corpo.
GESTAÇÃO: período de gestação varia de 119 a 125 dias; 4 a 6 filhotes por ano, podendo chegar a 8
CIO: o cio se repete entre 14 e 121 dias e dura vinte a 26 horas.
IDADE REPRODUTIVA: por volta de 14 meses, a fêmea já pode procriar e sua vida útil como matriz chega aos 4 anos. O macho também inicia o seu interesse pela fêmea aos 14 meses mas, se torna maduro apenas aos 18 meses. Serve como reprodutor até cerca de 5 anos de idade.capivara macho
DIFERENÇA SEXUAL: É muito difícil à primeira vista, diferenciar os machos das fêmeas, porque todos têm os órgãos genitais bem próximos do ânus, e encobertos, formando uma espécie de cloaca, semelhante ao coelho. É mais fácil perceber a diferença pelo calombo que o macho tem entre o focinho e a testa, uma glândula de odor forte e característico que ele esfrega nas fêmeas conquistadas, nos filhotes e nas árvores, para marcar seu território. (Veja foto ao lado).
REPRODUÇÃO: A fêmea, geralmente, dá duas crias por ano, com a média de quatro casal de capivaras no lagofilhotes em cada (varia de 1 a 8 filhotes). Na época do acasalamento, a capivara prefere namorar em águas não muito profundas. E o macho chega a cobrir as fêmeas quinze vezes seguidas, em menos de cinco minutos. Embora a reprodução aconteça o ano todo, há maior concentração de fêmeas prenhes nos primeiros meses da estação chuvosas. As manadas, geralmente de trinta animais - quando vivem em liberdade -, são compostas por adultos e filhotes de ambos os sexos. Mas sempre existe um macho que domina a tropa e conquista as fêmeas. Os demais podem tornar-se submissos e chegam até a ajudar na criação.mãe e filhotes
As fêmeas são dóceis companheiras e ótimas mães, fazem o ninho apenas perto do momento de parir, quando buscam um local isolado e abrigado, onde possam juntar uns capinas e folhas secas. Dão de mamar de pé, com seus cinca pares de tetas. Nos grupos, amamentam, sem nenhum problema, os filhos de outras mães, que podem ser ou não parentes.
Em estado selvagem, assim que os filhotes nascem, a fêmea procura manter distância dos machos. Eles costumam ficar agressivos com os recém-nascidos, podem até matá-los. Os filhotes, em liberdade, mamam até os quatro meses de idade e, durante esse tempo, seguirão a mãe por toda parte, sempre em fila indiana.
FILHOTES: Eles nascem de olhos abertos, pêlos formados, a dentição completa. Espertos, em três dias já se alimentam de forrageiras e acompanham os pais no descanso e nos passeios. Querem nadar logo na primeira semana de vida, mas a mãe só permite se a água não for funda. Mamam noventa dias e se tornam independentes, podem até formar novas manadas. Nas criações costuma-se desmamar com 60 dias para que a mãe acasale novamente. As fêmeas, muito cuidadosas, ensinam a descobrir novos alimentos, a nadar e até a vencer obstáculos. E os filhotes prestam muita atenção. Se algum, por acaso, se perder do grupo, pede logo socorro, com gritos fortes e agudos, ouvidos de longe.
capivaras no tanqueINSTALAÇÕES: baia de reprodução - área de 120 m2, onde ficam um macho e seis fêmeas (uma família), para acasalamento. Maternidade - área de 40 m2. Serve para abrigar a fêmea desde alguns dias antes da parição até a desmama. Piquete de crescimento - Depois do desmame, em geral aos sessenta dias, os filhotes são transferidos para o piquete, com cerca de 1.000 m2 (comporta até trinta animais). Eles ficam até atingir, entre 10 e 12 meses, peso de abate (por volta de 40 kg); ou até serem escolhidos para reprodução. Todas as instalações devem ser feitas com cercados com arame telado, a 1,40 m de altura, para evitar que as capivaras saltem e equipadas com um abrigo de alvenaria (10 m2) coberta com telha comum, para proteger os animais do sol, e um tanque d'água para banho (no mínimo 2,00 x 1,50 x 0,50 m).
PRINCIPAIS DOENÇAS: A principal enfermidade seja em cativeiro ou em liberdade, é "durinha" ou "mal-dos-quartos", provocada por um protozoário e que acomete também os equinos. O exame de sangue deve ser feito nos animais suspeitos, na tentativa de se visualizar o agente da "durinha". Alguns parasitos internos podem ser transmitidos entre as capivaras e demais espécies animais, especialmente felinos e suínos. As parasitoses internas (ou endoparasitoses) podem levar a uma série de manifestações clínicas, que variam desde a interrupção da alimentação até à morte súbida. Doenças mais freqüentes: Pneumonia, Disenteria, Ferimentos e verminoses. O desmame dos filhotes deverá ocorrer após o segundo mês. Aproveita-se esta idade para a formação de novos grupos, quando é possível a troca de machos-irmãos por outros não parentes.
INFORMAÇÃOES DO IBAMA: É bom lembrar que criar animais silvestres exige autorização do IBAMA. Isto vale também para quem tenha animal em estado natural na propriedade.
A Lei de Fauna, Lei 5.197/67 proporcionou medidas de proteção e, com o advento da Constituição Brasileira de 1988, o protecionismo à fauna ficou bastante fortalecido tendo em vista o teor do seu Art. 225, assim descrito: "Proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da Lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção das espécies ou submetam os animais a crueldade".
Esta Lei elimina a caça profissional e o comércio deliberado de espécies da fauna brasileira. Por outro lado, faculta a prática da caça amadorista, considerada como uma estratégia de manejo e sobretudo estimula a construção de criadouros destinados à criação de animais silvestres para fins econômicos e industriais.
Criação de animais da fauna brasileira em cativeiro para fins comerciais
A criação de animais da fauna brasileira em cativeiro para fins comerciais ou econômicos, previstos no Artigo 6º da Lei 5197/67, de 3 de janeiro de 1967, é regulamentada através de portarias publicadas pelo IBAMA.
Base Legal - A Portaria 132/88 de 5 de maio de 1988 é uma portaria geral que trata da implantação de criadouros comercias para as espécies que não possuam um plano de manejo específico.
As espécies mais comumente criadas, com base na Portaria 132/88 são: capivara cateto, queixada, perdiz, paca, perdigão, ratão do banhado, ema , serpentes, jacaré-tinga, psitacídeos, papagaios, periquitos e araras entre outras. A recomendação dada às unidades descentralizadas do IBAMA é que o plantel inicial de matrizes e reprodutores deverá ser preferencialmente originário de animais provenientes de outros criadouros registrados ou do produto de apreensões dos órgãos fiscalizadores. Poderá ser autorizada a captura de animais na natureza em áreas onde as espécies estejam comprovadamente causando danos à agricultura, ou em locais que a espécie ocorra em abundância, obedecendo à estrutura familiar peculiar de cada espécie e mediante solicitação formal contendo o levantamento da espécie e informações sobre a captura.
O Brasil conta hoje com cerca de 100 criadouros comerciais registrados junto ao IBAMA, com base na portaria 132/88. Desses criadouros, cerca de 44% referem-se à criação de capivaras e estão concentrados no estado de São Paulo.
A partir do momento que é estabelecido um plano de manejo em cativeiro para uma determinada espécie, esse plano é traduzido na forma de portaria específica que passa então a normatizar a criação. Com referência a esses planos de manejo, são mencionadas abaixo as espécies que podem ser manejadas, as portarias que normatizam suas criações e sistemas específicos de manejo.
Apoio a Ações de Proteção e Manejo de Espécies Ameaçadas ou em risco de extinção local
O IBAMA apoia institucionalmente todos os Projetos e Ações de Proteção e Manejo das espécies citadas, porém o apoio financeiro é prestado somente a oito destes. A intenção é apoiar todos os projetos e outros que sejam necessários.
Projeto Capivara - Hydrochaeris hydrochaeris.
Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe